Ilujanka

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Hannibus, o último Cavaleiro de Dragões.

Os Ilujanka são uma espécie de reptilianos humanoides, oriundos de um mundo chamado Iaia. A maioria deles foi trazia para Guilenor por Zaros para lutar por ele durante a Segunda Era, e após demonstrarem sua habilidade em montar dragões, eles ficaram conhecidos como Cavaleiros de Dragões..

Sua existência foi mencionada pela primeira vez por Viggora, durante a minimissão A Maldição de Zaros. Eles apenas foram confirmados no livro Últimos Cavaleiros, largado pelo Dragão Negro Rei, para só enfim receberem uma missão dedicada, O Último dos Cavaleiros ícone.png O Último dos Cavaleiros.

Cultura[editar | editar código-fonte]

Os Ilujanka possuem uma cultura bem desenvolvida, mesmo que seja um pouco primitiva, devido ao fato de seu mundo natal não possuir magia ou tecnologia. Sua maioria vive como fazendeiros, mas é especulado que alguns sejam artesões. Eles vivem em paz entre si e também com outra espécie habitante de seu mundo, chamados de gurh. Os gurh, como agradecimento aos Ilujanka que os ajudam com comida e a protegerem seus ovos, permitem que eles montem em suas costas para voarem pelos campos.

Existiam diversas tribos de Ilujanka, mas por causa de sua infertilidade, apenas uma continua existindo. Na última década, apenas um único Ilujanka veio a nascer.

Superstição tem um papel importante na vida dos Ilujankas. Eles acreditam no Olun'dai, um tipo de destino pré-definido que faz com que todos os eventos do mundo ajam de acordo consigo. Os Ilujanka valorizam seu papel no Olun'dai, ato que é chamado de Olun'dai, e por causa desta filosofia se vêem como iguais, vivendo em harmonia com as demais espécies de seu mundo, mesmo que apenas eles sejam racionais. Por causa do Olun'det, eles não temem a extinção, aceitando a morte e preparando o mundo para as próximas espécies.

Os Ilujanka são capazes de criar um vínculo com os gurhs, compartilhando suas mentes, pensamentos, experiências e memórias, traço que é único a eles. Quando um grupo dos Ilujanka foi trazido para Guilenor por Zaros, eles descobriram que podiam criar o mesmo tipo de vínculo com os dragões, e assim passaram a domar, e consequentemente criar laços, com dragões para servirem no exército do deus, conhecidos como Cavaleiros de Dragões. Diferente dos gurhs, alguns dragões mais ferozes e/ou atormentados são mais difíceis de se acalmar, como por exemplo os dragões metálicos.

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

No livro Últimos Cavaleiros, escrito por Hannibus, o último dos Cavaleiros de Dragões, é detalhado os aspectos da vida em Iaia e de como eles viviam junto de criaturas similares aos dragões, culminando em como a espécie inteira está a beira da extinção. Foi então que Zaros veio a eles, na forma de um homem sombrio. O deus ofereceu a eles uma cura para sua infertilidade; tudo que tinham de fazer era companhá-lo em sua jornada para conquistar o mundo de Guilenor para si. Confrontados com essa nova possibilidade de esperança, os Ilujanka aceitaram, seguindo assim o Lorde Vazio através de um portal, os trazendo até Guilenor, um mundo bastante diferente do qual eles chamavam de casa.

Servindo a Zaros[editar | editar código-fonte]

Foi neste novo mundo onde eles desenvolveram a afinidade com os dragões, capazes de domar e montar tais criaturas. Eles também tiveram de aprender conceitos que eram redundantes em seu mundo natal: combate, guerra, traição, lealdade e mentira, com lealdade sendo o mais fácil, fazendo como comandado por Zaros, tudo em nome da esperança de sua espécie não ir extinta. Mesmo sendo uma novidade para eles, guerras e confrontos logo se provaram como uma de suas forças, e assim passaram a ser temidos pelos inimigos do Lorde Vazio, que deram à eles o nome pelo qual são conhecidos desde então: os Cavaleiros de Dragões.

Porém, mesmo com o tempo passado, Zaros não cumpriu sua parte. Mesmo com suas petições, o Lorde Vazio sempre dizia para que esperassem o fim da guerra, alegando que precisava do poder de uma das deusas anciãs para fazê-lo, algo que ele conquistaria após o fim da guerra. No fim, os Cavaleiros de Dragões, que antes eram dezenas, tornaram-se apenas cinco: Hannibus, Morvannon, Apropos, Balustan e Ablenkian. Neste ponto, Zamorak, o melhor general de Zaros, ofereceu cumprir a promessa do deus com uma condição; que dois dos cinco remanescentes se juntassem a ele como seus guarda-costas. Os Cavaleiros de Dragões aceitaram, com Morvannon e Ablenkian se juntando a Zamorak.

A Traição[editar | editar código-fonte]

Vindicta, filha de Hannibus e Morvannon.

Uma semana após este acordo, Zamorak, pelos eventos narrados na minimissão A Maldição de Zaros, adquiriu o Cajado de Armadyl; arma dita ser capaz de exterminar inclusive um deus, no caso, Zaros. Com isso, Morvannon e Apropos retornaram ao grupo com notícias, sugerindo que os cinco Ilujankas seguissem com Zamorak. Contudo, Balustan e Ablekian discordaram, alegando que não seria sábio trair o Lorde Vazio, este que havia lhes prometido a cura para sua infertilidade após a guerra; de que caso eles denunciassem o plano de traição, com certeza seriam recompensados. Os Cavaleiros de Dragões não chegaram a um consenso, e apenas Hannibus permaneceu neutro, dizendo que qualquer um dos lados poderia levá-los à extinção.

No fim, tanto Zaros quanto Zamorak desapareceram (mesmo que tenham retornado, eventualmente), e o restante dos Cavaleiros de Dragões foram taxados de traidores pelas facções de ambos os deuses. Por causa de sua traição, Zaros não venceu a guerra e não pode dar à eles novas crianças. Um por um, os Cavaleiros de Dragões foram caçados e exterminados até restar apenas Hannibus, que para sua sorte conseguiu retornar até o covíl do Dragão Negro Rei. O solitário Ilujanka conseguiu permanecer escondido lá por muitos anos, até que a Mahjarrat Enakhra o caçou, para no fim transformá-lo em estátua, esta que eventualmente caiu nas mãos de Roberto, o Forte. O que aconteceu a seguir é desconhecido, porém Hannibus continuou vivo enquanto petrificado, até ser liberto na Sexta Era.

Morvannon, que foi morta pelas forças Zamorakianas, estava grávida; sem ninguém suspeitar, dito que todos pensavam que eles eram inférteis. Sua montaria, Gorvek, havia sobrevivido e conseguiu encontrar o ovo posto pela Ilujanka (eles são ovíparos), colocando-o em estase até que chegasse o tempo certo. Deste ovo nasceu Vindicta, que jurou vingar seu povo vestindo o equipamento de sua mãe. Vindicta foi então treinada por Gorvek, que tornou-se seu dragão. Quando tudo estava terminado, a Ilujanka foi para o Coração de Guilenor para enfrentar as Fúrias Gêmeas, elas que haviam assassinado sua mãe.

Declínio e seu fim[editar | editar código-fonte]

Hannibus veio a reaparecer na Sexta Era, começando uma jornada para tentar retornar ao seu mundo natal. Ele e o Guardião do Mundo foram então informados por Sharrigan, bisneta de Hannibus, que havia ido até Guilenor montada em Therragorn, de que os Ilujankas remanescentes estavam quase desaparecendo, com apenas um único ovo vindo a fruir na última década. Com sua população em declínio, os últimos de sua espécie começaram a cravar sua história em uma enorme árvore de seu mundo natal, se preparando para encontrarem seu destino. Hannibus, por sugestão do Guardião do Mundo, veio a escolher entre retornar para casa e morrer pacificamente ou ser estudado por Kerapac, novamente na esperança de uma cura para seu povo.

Um possível retorno[editar | editar código-fonte]

Não importando a decisão, passado os eventos de O Jogo Final de Sliske ícone.png O Jogo Final de Sliske, Kerapac eventualmente cria um soro e o entrega para Hannibus, para que ele use em seu povo. Mesmo que incompleto, o soro começa a mostrar efeitos, e novamente alguns Ilujankas voltaram a ter filhos.

Curiosidades[editar | editar código-fonte]

  • Os Ilujankas foram originalmente mencionados em uma postagem de atualização em 2004, chamados de Lizardmen. Eles nunca foram colocados dentro do jogo, porém anos mais tarde, após uma reformulação, eles se tornaram os atuais Ilujankasas.
  • A cultura dos Ilujankas possui muitas ligações com a cultura aficana dos Yoruban, por causa de seu uso rico de metáforas e imaginação, assim como a respeito das menções de Sharrigan sobre o Olun'dai.
  • Seu nome, Ilujanka, possivelmente é uma derivação do nome Illuyanka, um dragão da mitologia hitita.
  • Já foi mencionado, pelo Mod Raven, de que os Ilujankas possuem um tempo de vida simular ao dos humanos, porém há evidências que contradizem esta informação. Um exemplo é o fato de Hannibus ter presenciado a chegada dos Ilujanka em Guilenor e ter vivido para chegar na Sexta Era. O mesmo se aplica à Vindicta, cujo ovo foi posto por volta do final da Segunda Era.