Livro dos Deuses

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O Livro dos Deuses é um livro dado por um emissário para ingressar em uma facção particular. Ele contém todos os nove livros relacionados às nove facções dos Emissários Divinos. Conforme as tarefas são concluídas, mais capítulos são adicionados ao livro. Existem quatro capítulos no livro para cada facção.

Este livro fornece uma visão útil sobre partes das histórias de alguns dos Deuses, Descrentes e Sliske, bem como suas intenções de retornar a Guilenor. Os leitores podem usar este livro como uma ferramenta para ajudá-los a decidir a qual entidade jurar fidelidade.

O livro pode ser armazenado em uma estante de livros na casa do jogador. Após a destruição, os jogadores podem obter um novo na estante de livros de sua casa ou com seu emissário.

Transcrição[editar | editar código-fonte]

Conteúdo[editar | editar código-fonte]

O Livro de Armadyl[editar | editar código-fonte]

O seguinte texto é transcrito de Transcrição:O Livro de Armadyl.
Capítulo 1

Cheguei a este mundo há muitas primaveras. Este é um lugar desolado: o solo é completamente coberto por uma poeira cinza; faz frio e à luz é escassa. Quando inspiro o ar, sei que meu povo não teria sobrevivido aqui. É um lugar adequado à minha estadia, ao menos por algum tempo.

Escrevo enquanto ando. Minhas asas deixam um rastro em zigue-zague na poeira no chão e penso no possível legado. Não há nada meu em Guilenor: meus aviansies estão mortos, meu cajado foi perdido. Em algum momento, serei completamente esquecido. Mas há algo de confortante nisso.

Uma luz forte no oeste chama a minha atenção. Voo em direção a ela. Não é nada além de um meteorito esfumaçado em uma cratera. Os paralelos entre este mundo e a desolação de Forinthry são inevitáveis.

- Armadyl

Capítulo 2

Não há terra neste mundo, somente vento, água e ondas. Nada fica inerte. O caos inerente me ensurdece. Tenho fome de paz, estabilidade e crescimento; então, na minha chegada, congelei uma porção d'água e criei uma ilha. Até mesmo um pássaro migratório precisa de um poleiro.

Para passar o tempo, voei contra o vento e tentei esquecer dos problemas. Lembrei que meus aviansies costumavam voar comigo, brincando de imitar todos meus movimentos.

Agora sei que não passo - e não devo - esquecer... não importa o quanto eu queira.

Parece não haver vida neste mundo. Vejo as sementes da vida, mas não a vida em si. Quero alcançar meu cajado para oferecer as sementes uma centelha de energia - um empurrão - para catalizar o esforço delas. Mas ele se foi.

Já perdi muito tempo aqui.

- Armadyl

Capítulo 3

O céu é uma massa de gases nocivos em ebulição e o chão parece estar derretendo. Mas de acordo com os Deuses Antigos, há vida aqui!

Fui em direção ao sul, até que o tempo esfriasse. Vi o que pareciam ser pedras escuras, fundidas ao chão. Tentei mover uma delas e, para minha surpresa, ela se moveu sozinha. Não eram pedras, e sim criaturas de concha. Pernas velozes se atiraram em minha direção numa tentativa de me espantar.

Comecei a estudá-las. Meteorologia, física e geologia conspiram contra elas, mas elas permanecem firmes, protegidas por suas conchas. Elas sobrevivem e resistem repetidamente.

Devo prosseguir com minha peregrinação solitária.

- Armadyl

Capítulo 4

O ar aqui é tóxico; uma gravidade forte e implacável me puxa para baixo e até mesmo eu tenho de fazer forca para permanecer em voo. O mundo é puro gás, sem chão para aterrisagem. E ainda assim, é um paraíso para os seres nativos de sua atmosfera: criaturas minúsculas, a maior delas sendo menor do que uma abelha ou um besouro.

Eles voam ao meu redor. À primeira vista, achei que eles queriam se esconder debaixo de minhas penas. Mas quando me virava, eles também se viravam. Quando parava, eles paravam. Estavam me imitando, brincando.

Sinto de novo minha antiga força - suficiente para a viagem de volta para casa. No fundo sei que é hora de regressar e proteger meus fiéis novamente.

- Armadyl

O Livro de Bandos[editar | editar código-fonte]

O seguinte texto é transcrito de Transcrição:O Livro de Bandos.
Primeiro Obelisco

Aos trasgos da tribo Thrasghdak. Eu, Bandos, seu deus, envio-lhes esta mensagem:

Em sua cidade, foi erguida uma estátua à minha imagem, maior do que suas mais imponentes construções. Folheada a ouro e coberta por pedras preciosas de todas as cores. Testemunhei inúmeros trasgos de sua tribo se tornarem vítimas das lâminas de invasores enquanto transportavam material para a construção da estátua dos confins de Yu'biusk. Vi a maior escultora de sua tribo perder a visão enquanto terminava sua obra. Vi os duendes, os ores e as ogros de outras tribos admirando a estátua brilhando como um segundo sol sobre a planície.

Esquecem-se de que sou um rei de guerra?

A estatua é uma aberração. Ordeno sua demolição e destruição de cada pedaço restante. O escultor que a esculpiu e os trabalhadores que o ajudaram a construí-la devem ser passados à espada.

Sou a Senhor da Batalha e a única obra de arte que reconheço é uma arma bem forjada. Seus ferreiros e seus xamãs devem combinar seus talentos artísticos para inventar novas armas, melhores do que qualquer uma que o mundo tenha conhecido. Façam isso e sua tribo será muito superior a meus olhos do que todas as outras tribos de Yu‘biusk!

Segundo Obelisco

Aos orcs da tribo de Veroktark. Eu, Bandos, seu deus, envio-lhes esta mensagem:

Em sua cidade, ergueram uma estátua à minha imagem, esculpida primorosamente a partir de um único bloco de pedra. Em todas as capitais do continente existem estátuas como essa; de simples imagens de madeira a grandes monumentos de ouro e pedras preciosas. Estas estátuas são prova da devoção de cada tribo a mim.

Mas viva a cidade da tribo Thrasghdak! Sua estátua era a mais resplandecente de todas, praticamente um segundo sol. Mas eles a destruíram; a base permanece, porém vazia, enquanto os ferreiros e xamãs da tribo combinam seus talentos artísticos em oficinas secretas. Destruindo a estátua, rejeitam minha autoridade. Eles estão criando novas armas - não para minha glória, mas para me desafiar!

Reúnam sua tribo para guerrear e destruir a tribo Thraghdak. Não tenham piedade: não poupem homens, mulheres, crianças ou idosos. Mas caso encontrem armas criadas pelos ferreiros e xamãs em suas oficinas secretas, elas não devem ser destruídas: reclamem-nas e usem-nas em meu nome. Façam isso e sua tribo será muito superior a meus olhos do que todas as outras tribos de Yu'biusk!

Terceiro Obelisco

Aos ogros da tribo Azkragthog. Eu, Bandos, seu deus, envio-lhes esta mensagem:

A conquista da tribo Veroktark muito me agrada. Aguardar para atacar depois do enfraquecimento deles na batalha contra a tribo Thrasghdak demonstrou perspicácia por parte de seus generais.

Um ato de conquista é a única obra que me traz glória. Não há escultura, canção e nem sequer nenhuma arma bem fabricada que me agrade mais do que uma vitória com bravura.

Vocês também mostraram-se perspicazes por no destruir as armas que a tribo Thrasghdak havia começado a construir. Elas apareceram em minhas visões: armas desse tipo nunca foram vistas antes neste ou em qualquer outro mundo.

Concluam essas armas, forjem mais armas desse tipo e usem-nas para dominar as tribos além das montanhas e dos oceanos. Será o maior ato de conquista da história de meu mundo e os gritos das tribos por vocês executadas soarão com música em minha montanha sagrada. Façam isso e sua tribo será para mim superior a todas as outras tribos de Yu'biusk!

Quarto Obelisco

Aos ourgs da tribo Goltholglor. Eu, Bandos, seu deus, vos envio esta mensagem:

Levantem-se e lutem, seus covardes!

Os exércitos da tribo Azkragthog invadem suas cidades. Eles podem criar uma chuva de fogo com suas novas armas. Incendeiam suas vilas e abatem seus habitantes.

Com minha infinita generosidade, dei a vocês as mesmas armas que a tribo Azkragthog usa para atacá-los. Mas em vez de retaliar, vocês enviam diplomatas implorando por paz. Vocês preferem vender suas proles como escravos a empunhar armas para defendê-los!

Sei que existem os chamados “sábios" em suas cidades, que alegam que o continuo uso de novas armas culminará no extermínio de toda e qualquer vida em Yu'biusk. Eles são covardes que querem corrompê-los com suas ideias. Se alguém se manifestar contra a guerra, passem-no na espada, então usem a mesma espada para exterminar os inimigos de sua tribo!

Vocês não são meu povo, que ergui da lama e transformei em poderosos guerreiros? Não viram as impiedosas mortes que invento para os que me desafiam?

Deixem de lado esta conversa de paz. Destruam ou sejam destruídos! A última tribo de pé será superior a meus alhos a todas as outras tribos de Yu'biusk!

O Livro de Saradomin[editar | editar código-fonte]

O seguinte texto é transcrito de Transcrição:O Livro de Saradomin.
Capítulo 1

Foi uma época sombria para os icyenes. Saradomin estava em outro plano, distante de nós, e os guerreiros estavam com ele. Restou a Selenome e a mim administrar as duas fazendas ativas remanescentes em nossa ilha. Mas nunca tive medo de trabalho, nunca em toda minha vida.

Mas não foi o trabalho que nos causou problemas - foram os rebeldes. Em um dos anos, tivemos mais da metade de nosso estaque de grãos roubada, Selenome assistiu a tudo sem poder fazer nada. Foi uma migração particularmente difícil.

Os rebeldes nos deram trabalho. Estávamos desequipados e despreparados para nos defender. Embora os rebeldes raramente causassem danos irreversíveis, não podíamos ficar naquela posição para sempre.

Achamos que - possivelmente iríamos despistá-los na próxima migração.

- Domus

Capítulo 2

Chegou um sacerdote, acompanhado de seu séquito. Selenome foi a primeira a avistar o grupo - três guerreiros envelhecidos - no horizonte enquanto trabalhávamos no campo. Na época, éramos dez. A guerra e os rebeldes nos custaram caro.

O sacerdote chegou, apresentou uma carta de proclamação e começou a lê-la. Era um ex-soldado, um dos poucos que escaparam de Guilenor. Ele trazia boas novas: a guerra havia terminado! Ainda assim, o sacerdote nos olhava solenemente enquanto comemorávamos. Ele nos disse que Saradomin não havia sido bem-sucedido em sua empreitada.

Éramos agricultores; seus objetivos não eram claros para nós. Estávamos felizes pelo fim das lutas. E, com o retorno de Saradomin, os rebeldes finalmente pagariam pelo que haviam feito.

- Domus

Capítulo 3

O sacerdote ofereceu seus serviços. Uma oração foi feita sobre a sepultura de Ceremino, que havia presenciado muitas migrações. Enquanto prestávamos nossa homenagem, houve uma sensação de espírito renovado e unidade em nossa pequena comunidade. Saradomin estava voltando e trazendo consigo sua proteção e paz.

Mas os rebeldes atacaram antes do retorno Dele, sedentos pela destruição do símbolo de seu ódio - o sacerdote.

Havia doze deles, vindos do norte com suas lanças empunhadas. Eles destruíram nossas plantações à medida que passavam. Os três guerreiros mobilizaram os aldeões para a luta.

Como eu gostaria que aquele momento nunca houvesse chegado! Os rebeldes estavam decididos a atacar o sacerdote e não hesitaram.

Permanecemos determinados, com fé, sabendo que era isso que Saradomin esperava de nós até seu retorno. Até mesmo eu puxei minha enxada e me pus a lutar.

Treze Icyenes morreram naquele dia - sete rebeldes, dois guerreiros e o sacerdote. Dos aldeões, a jovem Aserima e seu irmão Liamenes, morreram.

Mas eu não presenciei nada disso, pois segurava Selemone em meus braços enquanto a vida se esvaia de seu corpo.

- Domus

Capítulo 4

Assisti, sem reação, aos rebeldes levando nossa colheita. Não conseguia pensar em nada.

Rapidamente, chegara a hora de migrar. Os outros foram em pares - não como uma comunidade, como antes - e eu fiquei sozinho. Eu estava pronto para me deitar e deixar o frio do inverno tomar meu corpo.

As sombras se aproximavam e o outrora incandescente sol alcançava o horizonte. Fui à sepultura de Selemone e me sentei, preparado para a fria morte.

Foi quando Ele chegou. Como um segundo sol, Ele brilhou no horizonte e voou ao meu encontro com convicção. A seu lado, quase invisível perante o brilho de Saradomin, eu podia ver outros. Entre eles, o guerreiro sobrevivente.

Minha esperança renasceu. Saradomin havia retornado e não esquecera de mim.

-Domus

O Livro de Seren[editar | editar código-fonte]

O seguinte texto é transcrito de Transcrição:O Livro de Seren.
Primeira Era:

A Canção da Criação conta como Seren chegou até nosso plano. Ela era a personificação viva de nosso mundo de cristal - beleza e graça, tranquilidade e harmonia. Ela nos ensinou muitas coisas: como a moldar o cristal com nossas vozes; como nos integrar com o mundo a nossa volta; extrair somente o necessário e dar em troca o máximo que pudéssemos. Nosso amor por ela era forte, e esse amor era reciprocado com uma força cem vezes maior.

A aurora de nossa raça foi um período atemporal, de tão envolvidos que estávamos com nosso lar e nossa deusa, mas tudo mudou quando o deus verde - Guthix - visitou nosso mundo. Ele nos convidou a nos juntarmos a ele numa viagem a um mundo perfeito. A história conta que meu povo raramente acreditava em suas declarações, mas Seren estava ansiosa por explorar o universo em que vivia e estava tão apaixonada por ele quanto por nós.

Quaisquer preocupações da parte de meus ancestrais foram instantaneamente esquecidas quando viram Guilenor pela primeira vez, já que Guthix havia dito a verdade. Enquanto nosso mundo brilhava como a luz de um milhão de estrelas, a beleza deste encontrava-se em sua exuberante flora e sua vida abundante.

Nossa deusa deu uma parte de si a cada um dos clãs élficos e nos instruiu a criar uma cidade para coexistir com a floresta ao redor - uma lembrança de nossas origens e um lar para os elfos. A curiosidade de Seren frequentemente a levava a sair com Guthix para explorar os segredos da floresta juntos, mas ela sempre voltava para junto de nós, a quem amava mais do que tudo. Então quando Guthix decidiu acabar com a influência dos deuses sobre os raças mortais e convidou Seren a se juntar a ele, o coração dela ficou dividido. Mas seu amor por nós era forte e ela escolheu ficar, prometendo ao deus verde que se juntaria a ele no futuro.

Segunda Era:

Mas até os melhores planos podem não dar certo. Quaisquer que fossem as intenções de minha deusa, elas foram postas de lado quando um mar de vazio tomou conta do mundo e se espalhou pelas terras como uma praga - liderado por alguém que não se importava em viver em harmonia com o mundo como nós e que buscava controlar a tudo e ajustá-lo a suas vontades. Perdemos até o Portal dos Mundos para sua fome insaciável e não podíamos mais viajar para nosso antigo mundo de cristal.

Seren enviou nossos mensageiros e escoteiros de volta às florestas, embora tivéssemos perdido muitos deles para o vazio que invadia nossa fronteira oriental. Outros optaram por não seguir as palavras de Seren e, em vez disso, escolheram reagir. Mas a própria Seren havia prometido ao deus verde não se envolver com o mundo lá fora, mas permanecer na floresta que era nosso lar. Alguns dos clãs élficos não estavam satisfeitas em simplesmente ficar em casa enquanto suas famílias e amigos estavam morrendo no leste, Ainda que amássemos a floresta e nossa deusa do cristal, nossa sociedade estava dividida.

Aqueles que permaneceram na floresta receberam a proteção da luz de Seren e a escuridão não nos alcançou. Ficamos de luto pelos que haviam partido para lutar, mas no final das contas perdemos a noção do tempo e do mundo lá fora, assim coma havia acontecido em nosso plano natal. Tínhamos nossa floresta e nossa deusa - do que mais precisávamos? Um por vez, fomos todos esquecidos pelo mundo.

Terceira Era:

Estávamos tão isolados do mundo que nem percebemos que a vazio tinha passado e que havia sido substituído por algo pior. Uma nova força terrível estava avançando sobre este mundo, transformando tudo em caos, chamas, guerra e corrupção; mas nossa senhora nos manteve protegidos. A guerra ameaçava invadir nosso território, mas não conseguia.

Nossa grande rei - Baxtorian - tomou conta da passagem secreta que nosso povo usava pra viajar para o leste. O que nossa senhora tinha de força, tinha de pureza, e sua determinação nos manteve escondidos em segurança.

Mas guerras se agravam e, depois de anos de lutas, aquela que antes era a terra dos sonhos, agora estava completamente destruída, O deus verde despertou de seu sono para expulsar aqueles que acabaram com aquele lugar tão perfeito e escravizaram suas crianças. Finalmente, depois de extintas as influências dos deuses, ele visitou nossa deusa na floresta. Ainda que ela houvesse escolhido permanecer conosco e não nos envolver nessa terrível guerra, Guthix estava tão determinado a eliminar as influências divinas de nosso mundo, que não deu a ela outra opção: ela tinha que ir embora.

Ainda assim, com tristeza vergonha em seu coração, ela não nos abandonaria por completo. Em vez disso, ela preferiu esvanecer-se numa explosão de luz e cristal, espalhando seus restos por toda a floresta. O deus verde deixou escorrer uma lágrima - acreditando que era o fim de nossa senhora - e foi embora.

Após as Guerras dos Deuses:

Nosso povo lamentou a perda de nossa deusa em sua forma original, e aqueles que haviam partido para o leste para lutar iniciaram uma peregrinação de volta à floresta. Mas assim como a cidade que havia se originado quando chegamos, sabíamos que ela continuaria viva em cada fragmento que se espalhara por todo o mundo. Seu canto ainda podia ser ouvido na Torre das Vozes. Não a havíamos perdido completamente e mesmo hoje todos os elfos carregam um pedaço de Seren consigo, seja em seus corações ou em suas mãos. Ela continua a ser moldada por nós e nossas ações.

Baxtorian e sua rainha - Lady Glarial - nos apoiaram durante nosso sofrimento e trabalharam muito pela reconstrução de nossa sociedade. Depois de muitos anos isolados na floresta e com a fim do caos e da escuridão no mundo, nosso povo se dirigiu ao leste novamente para saudar tanto novos quanto velhos amigos. Mas com o passar do tempo, e sem a orientação de Seren, criou-se uma enorme divisão entre as antigos clãs élficos e perdemos nossa incrível cidade de cristal.

Com a morte de Guthix, existe a crença de que se todos os cristais forem reunidos novamente, nossa deusa poderia retornar ou poderíamos recuperar nossa cidade perdida. Alguns de nós querem encontrar o Portal dos Mundos e retornar para nosso lar ancestral na esperança de que Seren tenha ressuscitado - ou possa ser ressuscitada - nos cristais. Porém, outros desejam honrar o último feito de nossa deusa e não querem que isso aconteça. Foi graças ao seu sacrifício que ela nunca nos deixou, e é nossa responsabilidade espalhar harmonia e tranquilidade por todo mundo.

O Livro de Sliske[editar | editar código-fonte]

O seguinte texto é transcrito de Transcrição:O Livro de Sliske.
Capitulo 1

Os zarosianos quebraram nossa linha de frente, misturando sangue com poeira. Seu fervor pela batalha era insaciável. Recebemos ordens de bater em retirada ao amanhecer, mas sabíamos que não sobreviveríamos até a aurora. Precisávamos que os deuses de Al-Kharid abençoassem o campo de batalha imediatamente; a moral estava baixa e as últimos sinais de nossa civilização estavam se esvaindo. Pesei minha bolsa de moedas e me perguntei se não era hora de abandonar a vida de mercenário; roubar um navio e fugir.

Uma luz brilhante nos cegou momentaneamente e o chão começou a tremer. Uma ventania invadiu a planície como um maremoto, afogando os gritos de guerra. A luz se alastrou como chama em pergaminho, abrindo um rasgo na estrutura do mundo. Da fenda cavernosa saiu um pequeno exército, fazendo o chão tremer sob seus pés. Alguém mantinha o portal aberto, uma figura com uma cabeça de chacal sobre os ombros. Icthlarin havia retornado e trazido reforços.

Gram Kobold

Capítulo 2

Foi um momento decisivo na guerra de Al-Kharid e Zaros. Os guerreiros de Icthlarin foram de encontro às forcas zarosianas. Seus comandantes eram aterrorizantes de se observar - poderosos feiticeiros de nomes que soavam estrangeiros para nossos ouvidos. O exército deu a eles um novo nome: "Juízes Inexoráveis". Eram algumas dezenas de centímetros mais altos do que nós, vestidos com túnicas, com rugas nas testas. Um, em especial, me impressionou: sua gargalhada ecoando em meus ouvidos e seu riso forçado gravaram-se em minha memória. Seu nome era Sliske, e ele aparecia e desaparecia de acordo com sua vontade. Era temido pelos soldados e os de sua própria raça suspeitavam dele. Senti uma ligação com ele, ainda que me sentisse intimidado por seu poder.

Ao longe, eu podia enxergar os deuses de Al-Kharid aniquilando o inimigo, acompanhados dos Juízes Inexoráveis. Mas Sliske tinha um objetivo diferente e se movia em outras direções. Ele se movia silenciosamente. Mal podia acompanhá-lo enquanto ele se deslocava pelas sombras. Eu o persegui, afundando minha espada nos soldados miseráveis em meu caminho.

Gram Kobold

Capítulo 3

Esforçando-me para acompanhar o ritmo de Sliske, acabei me perdendo na escuridão, tendo como única luz aquela que vinha das tochas. Prossegui lutando e Sliske se materializou no meio de um grupo de inimigos. Ele não parecia dar preferência a sua espada; em vez disso, punha a mão na armadura dos inimigos tanto ele quanto o inimigo despareciam. Alguns instantes mais tarde, Sliske retornava, mas seu oponente não.

Fui atingindo e derrubado ao chão. Encontrei-me de barriga para cima, com uma lâmina apontada para meu pescoço, olhando nos olhos selvagens de um batedor zarosiano, Fui tomado de medo quando ouvi a som de aço atravessando carne humana... mas não senti nada além de uma gota de sangue morna em meu peito. O corpo foi arremessado como um boneco enquanto seu rosto continuava a me encarar. Nunca esquecerei daquele sorriso sinistro - come uma caveira coberta por um verniz de carne humana enrugada e acinzentada. Meus olhos se fixaram nos olhos de Sliske, e ele descansou o dedo indicador sobre os lábios. Ele sorriu e desapareceu.

Gram Kobold

Capítulo 4

Nos meses seguintes, Icthlarin liderou o movimento em direção ao norte, atravessando o rio Elid. Assisti aterrorizado enquanto os Juízes Inexoráveis dominavam seus inimigos. Apesar de minha obsessão por Sliske, era praticamente impossível seguir seu rastro; num minuto eu o observava à distância, no outro ele havia desaparecido montado um séquito de entidades sobrenaturais - brilhando em preto e roxo - como se os guerreiras que ele executara em batalha houvessem retornado para servi-lo.

Finalmente alcançamos as montanhas, e o exército de Zaros resistiu em uma passagem estreita. Apesar de sua vantagem tática, nós vencemos desta vez. A poeira assentou e o sangue em nossas espadas evaporou-se ao sol. Com a maioria das terras de Al-Kharid sendo recuperadas, Icthlarin exigiu que Sliske libertasse seus seres sobrenaturais para que ele pudesse os guiar para o submundo. Quando Sliske se recusou, Icthlarin os tomou à forca. Com um golpe apenas, Icthlarin obliterou um regimento inteiro. Sliske cerrou os olhos e sorriu. Desapareceu com um gesto e daquele dia em diante, Icthlarin nunca mais considerou Sliske um amigo.

Gram Kobold


O Livro de Zamorak[editar | editar código-fonte]

O seguinte texto é transcrito de Transcrição:O Livro de Zamorak.
Capítulo 1: O primeiro passo

Meu nome é Moya e eu estava errada.

Eu fui levada a acreditar que eu não tinha valor, que era um fracasso, um engano. Eram as palavras de meu pai, Lucien, e era tudo o que eu conhecia.

Eu era um experimento fracassado, ele dizia - o resultado miraculoso do cruzamento entre um Mahjarrat e um humano. Não sei o que meu pai esperava de minha concepção, mas certamente não era o que eu havia me tornado.

Ironicamente, foi numa das tarefas para eu pai que eu despertei - uma viagem que ele considerava tão insignificante que me delegou. Fui incumbida da tarefa de encontrar um Mahjarrat perdido nas profundezas de Kalaboss. Enfrentei soldados, aniquilei necromantes e descobri um segredo que meu pai daria tudo para ter descoberto. Encontrei Bilrach no coração da masmorra e conversamos muito.

Deixei Kalaboss e entrei em um novo mundo, atravessando planos em uma só passada. Guilenor se derreteu ao meu redor e me encontrei em um mundo alienígena, porém maravilhoso. Era formado por fogo, em estado mutável, com incontáveis cores e formas que não tenho palavras para descrever. Um mundo de caos que desafiava as leis da natureza. Era lindo.

Foi no coração desse mundo onde encontrei meu senhor pela primeira vez. Ele não dava ordens nem solicitava. Ele simplesmente esperava, comandando sem palavras ou gestos, e sua presença era por si só uma instrução que eu não podia ignorar.

Capítulo 2: Incêndio

Ele nunca instruiu ou ensinou diretamente. Segui-lo era difícil. Ele atravessava a tumultuosa área com tanta facilidade que me exauria tentar acompanhá-lo. Ele atravessava o fogo sem fazer esforço, enquanto minha pele empolava e tostava. Em alguns momentos, eu quase desisti, mas consegui persistir; resisti. Essa foi a lição.

Aprendi que a vida não se tratava de esperar pela salvação ou de fugir à responsabilidade, me escondendo por detrás dos éditos de outrem, e sim do que eu poderia conquistar e manter. Naqueles meses, descobri que eu podia superar qualquer obstáculo que se apresentasse, e a descoberta foi arrebatadora. A cada obstáculo derrubado, eu me tornava mais forte em corpo e espírito. Ele me ensinou a aplicar essa força recém-descoberta ao mundo ao meu redor. Eu já era uma feiticeira talentosa, mas ele me ensinou mais ainda. Ele me ensinou a moldar o fogo na forma que me convinha e a evocá-lo quando precisasse de seus poderes. Através dele, aprendi que eu tinha valor; mais do que isso, eu sabia que ele acreditava que todos tinham seu valor se aprendessem a fazer o esforço necessário.

Capítulo 3: Força dos Caos

Deixamos um mundo de fogo e passamos para um novo mundo - jovem e primitivo. Ele me levou a um vale e me mostrou a recém-formada vila. Era repleta de pessoas minúsculas, todas perambulando coma formigas. Nós as observávamos por dias e notei que as mesmas pessoas percorriam os mesmos caminhos, as mesmas estradas, dia após dia, simplesmente envelhecendo enquanto executavam as mesmas tarefas.

Sem dizer uma palavra, ele se voltou para mim e gesticulou em direção à vila. À medida que ele gesticulava, o chão ia se abrindo. O fogo emanou das profundezas e consumiu os aldeões e seus lares. O fogo terminou assim que começou, deixando apenas um rastro de destruição sem sentido, razão ou propósito. Ao menos foi o que achei.

Confesso, estava chocada em toda minha ignorância. Apesar de minha criação e de meu sangue Mahjarrat, o humano dentro de mim clamava que isto não era certo; um ato de uma estúpida crueldade. Estava escandalizada, mas ele simplesmente sorriu e apontou para a vila novamente.

Assisti as pessoas quebrarem suas normas, se libertando da monotonia e da rotina. Eles formaram uma fila e passavam galões de água sobre as chamas. Líderes apareceram e começaram a difundir a ordem em meio ao caos, e os curandeiros vieram para curar os feridos. Repentinamente, suas vidas faziam sentido, eu assisti surpresa enquanto eles transformavam aquela tragédia nos pilares de uma sociedade mais forte.

Força no caos. Finalmente, eu havia entendido.

Capítulo 4: A última lição

Ele me mostrou inúmeros mundos que exibiam as mesmas características. Sem o caos, a vida estagna. As pessoas se tornam complacentes e não tentam evoluir, Conquistas são o resultado da superação de obstáculos e obstáculos só são criados através de caos e conflito; através do inesperado.

Estava tão acostumada a achar que eu não tinha valor, que também havia me tornado complacente. Era serva de meu pai e não sabia como viver de outra forma, mas meu senhor me mostrou o caminho. Sob as ordens de Lucien, eu fazia o que ele mandava; como espiã ou uma relutante boba da corte, mas não era nada além de um peão. Em Kalaboss, encontrei perigos que não esperava e um poder que me tinha sido negado. Resumindo, encontrei o caos e saí renovada. Sob a orientação de Zamorak, eu renasci.

Meu nome é Moya e eu estava errada.

Eu não sou uma serva.

O Livro de Zaros[editar | editar código-fonte]

O seguinte texto é transcrito de Transcrição:O Livro de Zaros.
Capítulo 1

De Ayanetka, Arcebispo de Senntisten, para os bispos de Zaros,

Descrições conflitantes dos eventos recentes se acumulam. Sou o primeiro entre os humanos na visão do nosso senhor Zaros e testemunha desses eventos. Escrevo-lhes a verdade.

Zamorak atacou Zaros com um cajado roubado de outro deus e nosso senhor Zaros desapareceu nas sombras. Zamorak - na maior das blasfêmias - declarou que Zaros havia sido assassinado e que ele próprio se tornara um deus. Os servos do usurpador derrotaram os fiéis seguidores de Zaros e tomaram o palácio divino. Escrevo do Palácio de Nex, onde ela e Azzanadra estão planejando um contra-ataque.

Não acreditem nas mentiras de Zamorak e não se desesperem. Lembrem-se das lições de Zaros e exerçam controle: primeiro sobre si mesmo e, em seguida, sobre suas congregações. Zamorak e sua horda adotaram e aqueles que o fazem se destruirão rapidamente. Devemos ser fiéis aos ensinamentos de Zaros: controle sobre os inferiores e respeito aos superiores.

Nosso deus não está morto. Ele reinará do Reino das Sombras até que retorne para destruir o usurpador. Não fomos abandonados. Não tenho dúvidas de que ele enviará um sinal.

Capítulo 2

De Dagroda, Sacerdote - Rei de Senntisten para os comandantes do exército de Zaros.

Por uma centena de gerações, protegemos a Cidade Sagrada contra os exércitos do usurpador e dos outros deuses. Sós frente aos exércitos deste mundo em guerra, lutamos sem a presença de nosso deus, mas ainda assim, permanecemos vitoriosos.

Mas agora nossa cidade se vê diante de uma ameaça sem precedentes. Os exércitos de Zamorak e Saradomin se aproximam ao mesmo tempo, cada um maior do que qualquer outro exército que esta cidade expulsou no passado. As tentativas de Wahisietel de jogar um exército contra o outro foram infrutíferas.

É com tristeza que decreto que abandonaremos a Cidade Sagrada e nos refugiaremos na fortalezas de Carrallangar, Dareeyak e Ghorrock. Esta será uma difícil transição e a disciplina será essencial. Os enfermos e idosos não poderão viajar para o norte. Eu autorizo o uso de todos os meios necessários para controlar a população civil.

Lembrem-se, nosso deus não está morto ele governa do Reino das Sombras. A queda de Senntisten é parte do plano dele. Ele não nos abandonou e enviará um sinal em breve.

Capítulo 3

De Lamarinta, matriarca de Ghorrock, para o povo de Último Enclave.

Regozijai-vos, irmãos e irmãs! Os boatos são verdade - Ali, o Sábio, viajou do sul para confirmar. A Guerra dos Deuses terminou. Guthix, o deus do equilíbrio, despertou e expulsou os outros deuses de Guilenor.

Restaram apenas uma centena de nós, sendo molestados pelos exércitos dos deuses inferiores e forçados a manter nossa fé em segredo. Apesar disso, nos superamos. A Guerra dos Deuses terminou e ainda existem devotos de Zaros em Guilenor.

Vocês não percebem? Enquanto os outros deuses se exauriam com a guerra e eram expulsos, nosso senhor Zaros aguardava por sua oportunidade no Reino das Sombras. Agora ele pode emergir e reclamar sei reino, e nós - que mantivemos a fé - estaremos ao lado dele!

Regozijem-se! Nosso deus está a caminho. Nosso deus está a caminho. Não fomos abandonados, e aguardo ansioso por seu retorno.

Capítulo 4

Diário pessoal de Amélia de Avarrocka, último membro da Ordem Esotérica do Lorde Vazio.

Em minha vida, apenas ensinei a quatro aprendizes, e cada um deles foi vítima de violência ou doença antes de passar o conhecimento para outro aprendiz. Agora, me encontro confinada em minha pequena cama e sei que é onde morrerei.

É preciso muita força de vontade para não entrar em desespero. Será possível que serei a última de uma linhagem que remonta aos Arcebispos de Senntisten?

Não só é possível, é um fato. Ainda assim, desespero não é meu único sentimento, já que tive uma visão de Zaros:

Vi um salão com um trono, no qual não havia luz direta, somente camadas de sombra. Não avistei ninguém no salão do trono, mas sabia ser um lugar de grande poder. O trono estava vazio, mas era o vazio que reinava: meus deus - o Lorde Vazio.

Finalmente, eu havia entendido. Quando um lorde não tem servos, ele não pode ser traído. Zaros retornará, mas não reinará como um rei em um palácio, mas como um poder desconhecido por trás de tudo. Se ele precisar de seguidores, escolherá apenas uns poucos seres poderosos. Ele não precisará do pouco que restou de seu primeiro império, cuja única virtude é ter mantido sua fé.

Morro em paz. Zaros - em toda a sua sabedoria - me abandonou.

O Livro dos Descrentes[editar | editar código-fonte]

O seguinte texto é transcrito de Transcrição:O Livro dos Descrentes.
Capítulo 1

Prezada Kara-Meir,

Reparei as machas de sangue em sua última carta. É sempre divertido jogar esse jogo, pois me dá a oportunidade de abrir minhas poções de fonte de sangue (elas não tem muita utilidade na sonolenta Taverley). Essa poção já não é mais a mesma, mas eu arriscaria o palpite de que o sangue é humano, de Ardonha Ocidental. Estou certo? Acredito que o placar esteja 3 a 2 pra mim.

De qualquer forma, Kara, trago notícias, sobre as quais você já deve ter ouvi alguma coisa.

Guthix está morto e os outros druidas estão espalhando a notícia pelas cidades. Eu não estou com eles, já que estou deixando a ordem. Não será surpresa para você; venho pensando em sair há um bom tempo. Muita falsidade: por que Guthix iria querer que vivêssemos como iguais se ele estava acima de nós de todas as formas concebíveis - em sabedoria, moral e poder? Eu sempre desconfiei dele por isso.

Mas Guthix nunca quis que eu - nós - o adorássemos. Ele queria abandonar a ideia de adoração completamente para que pudesse se aposentar e deixar o mundo para os mortais. Quando Kaqemeex me disse isso, tudo ficou mais claro. Tudo o que eu pensava até então estava errado.

Então deixei os druidas, Kara. Meu novo endereço se encontra anexo. Quando você terminar sua turnê sangrenta de Kandarin, você vem me ver? Tenho uma proposta e gostaria de saber se você gostaria de participar.

Fique em segurança,

- Biehn

Capítulo 2

Biehn,

Sim, você acertou - ela era de Ardonha Ocidental. Mas não acho que isso lhe dê a vitória, já que suas informações foram um pouco vagas. Ela era uma espiã zamorakiana de meia-idade e tinha um braço faltando quando morreu.

Claro, eu tinha ouvido falar de Guthix - difícil não ouvir falar dele. Os monges zamorakianos do oeste querem os créditos pela morte de Guthix, como se eles mesmos tivessem enterrado a faca pessoalmente. Obviamente, eles alegam que, com a morte de Guthix, o caos reina e o mundo pertence a Zamorak, etc.

Fico feliz de saber que você deixou os druidas. Eles iam te expulsar de qualquer forma por causa de suas magias de portal e poções de sangue. Imagino que você mantém sua reputação assim - independente de qual seja essa reputação. Velho, grosseiro e meio maluco?

Não conseguirei chegar em seu novo endereço - pelo menos não por algum tempo. Você se incomodaria de enviar sua proposta por carta? Deve ser seguro se você ameaçar um pouquinho o emissário. Uma boa ameaça sempre garante uma entrega rápida e sem violação de correspondência.

Esto criando uma comitiva - se é que uma pessoa conta. Você disse que eu devia viajar acompanhada, então estou com um demônio de nome Ux. Mas não se preocupe, ele não é um demônio convencional, com chifres e cheiro de enxofre.

Ele não faz mais parte do pacto dos demônios e pretende atacar Zaros e Zamorak. Achei que isso poderia lhe interessar.

- Kara-Meir

Capítulo 3

Prezada Kara- Meir,

Nossa! Um demônio? Sempre quis saber mais sobre as dimensões infernais e como Zaros os convenceu a assinar o pacto. Admirável o uso do amor dos demônios por contratos contra eles próprios.

Eu resolvi arriscar e escrevi minha proposta por carta.

Não acho muito sensato enviá-la dessa forma, mas o emissário tinha uma aparência honesta e - quando viu seu nome no envelope - sabia o que aconteceria se houvesse qualquer armação.

Então, a minha proposta. Me desculpe pela grandiloquência. É uma oportunidade fantástica de me sentir importante:

“Este mundo - Guilenor - é para os mortais. Não é para os deuses. Eles não conseguem conviver pacificamente entre si, que dirá conosco. Os deuses trazem guerra, são a guerra, Somente os mortais podem encontrar a paz, desde que compartilhem um interesse em comum, e esse interesse comum é a defesa contra os deuses".

Então pretendo reunir pessoas de opiniões similares. Quero reunir os que tem um pouco de dúvida quando rezam; que temem o retorno dos deuses; que questionam o direito de reinar dos deuses. Quero reuni-los e criar uma aliança, mudando a opinião das massas, formando uma resistência firme e silenciosa perante os deuses. Quero que os deuses enfrentem uma muralha de resistência - e quero que eles vão embora.

E quero a sua ajuda. O que você acha? Concorda? Eu estava pensando no nome "Os Antiteístas".

Fique em segurança,

-Biehn

Capítulo 4

Biehn,

Acho que esse é o pior nome que já ouvi na vida.

Simplesmente chame-os de "Os Descrentes". Simples e direto - suas intenções ficarão claras.

Chegarei a Misthalin em breve. Ouvi rumores de um portal em Lumbridge (foi você quem criou?) que causa dores de cabeça a Ux. Vou seguir as multidões, e Ux seguirá a dor de cabeça dele, provavelmente para descobrir a fonte - desde que não seja você. Enquanto ele investiga, deveríamos nos encontrar.

Sua ideia não tem muita convicção. Não vai soar convincente para meu público e eles não vão aceitá-la. Além do mais, por que tentar mudar as opiniões de pessoas se os próprios deuses são falíveis? Guthix morreu para que aprendêssemos que os deuses são vulneráveis. Tire vantagem disso.

Ainda assim, suas ideias são progressistas - pelo menos mais do que a maioria por aí. Você precisará de proteção; suas poções não são nada mais do que um desvio de atenção e você precisa de tempo para melhorar seus portais, então conte com minha lâmina. Não gostaria de lhe perder durante uma revolução!

- Kara-Meir

O Livro de V Membros[editar | editar código-fonte]

O seguinte texto é transcrito de Transcrição:O Livro de V.
Capítulo 1

Em breve voltarei à minha terra natal. Pelo que fiquei sabendo, precisam muito de minha orientação. A guerra dos deuses recomeçou, e Guthix pereceu. Apesar de respeitá-lo muito, agora posso ver que sua posição passiva não trouxe nada além de corrupção e ruína. Eu deveria ter voltado mais cedo e o convencido a usar seus poderes em nome do heroísmo, mas não ia quebrar meu juramento, nem mesmo para isso.

Pelo que posso ver desta distância, parece que meu mundo e meu povo enfrentam perigosas ameaças. Não só aquele pregador santarrão do Saradomin apareceu, como também um novato chamado Sliske incitou os deuses a entrarem em uma grotesca exibição de poder. Além disso, já dá para ver que uma joia perfeita como Guilenor logo atrairia a atenção de forasteiros. Aquela monstra brutal, Tuska, não vai ignorar esse prêmio por muito tempo. A Rainha das cinzas não vai demorar para recrutar os oprimidos para a sua causa infernal. Posso até sentir os rebentos de Xau-Tak se enraizando em algum lugar do mundo. Todas essas máculas precisam ser purificadas!

Antes de começar, devo arquitetar meu plano de como defender meu povo e os habitantes do mundo.

Capítulo 2

Em primeiro lugar, precisarei melhorar a qualidade dos mortais disponíveis. Até os Fremennik se tornaram indolentes e preguiçosos comparados aos heróis de antigamente. Um retorno aos modos antigos, juntamente com um regime de treino pesado logo vão corrigir isso. O Clã Lunar também precisa passar da contemplação para magias guerreiras. Sinto-me confiante de que muitos se tornarão poderosos guerreiros-magos.

O recrutamento não vai ser problema. Minha força pessoal, juntamente com minha compaixão (algo com o qual eles não estão acostumados), me trarão muitos adeptos. Os ogros e os trolls talvez sejam mais difíceis, mas posso direcionar os heróis deste mundo para eliminar a concorrência.

À medida que a guerra dos deuses se prolongar, não será difícil encontrar mais indivíduos para formar meu exército. Os desprovidos e os vingativos também poderão expandir as minhas forças.

Capítulo 3

Também precisarei formar uma coalizão de deuses menores para fazer oposição aos mais poderosos. Esse plano já deu certo em diversas ocasiões e me servirá novamente. À medida que os deuses superiores se destruírem, eles criarão oportunidades para atacarmos. Eu e meus companheiros aproveitaremos essas oportunidades.

Para trazer esses outros deuses para o meu lado, precisarei empregar artimanhas e minha habilidade política. Se eu atrair as forças de deuses maiores para conflitos com os mais relutantes, eles não poderão recusar uma aliança comigo. Como líder na frente de batalha, eu garanto sua amizade e confiança. Com essas duas armas à minha disposição, devo poder executar uma versão mais apropriada do plano de Guthix. Os deuses serão varridos do mundo, o que incluirá, infelizmente também meus aliados. Naturalmente, vou ter que fingir a minha morte nas mãos do último a ser destruído, mas minha "morte" estimulará minha vitória final. Obviamente, vou ter pensar numa nova versão do discurso "continue o meu legado, meu povo".

Capítulo 4

Com sorte, isso vai nos deixar um mundo livre de deuses, cheio de heróis libertos da decadência da presente civilização. Isso vai me permitir viajar para outros lugares antes que comece a sentir falta das minhas andanças. Apesar de querer muito me estabelecer como residente permanente do meu mundo natal, isso iria contra o espírito dos ideais de Guthix, além de impossibilitar a realização de muitas boas ações.

Se eu me fingir de morto, não terei que responder a mais pedidos de ajuda, a não ser os mais desesperados. Retornar em um clarão de glória, como uma fênix renascida das cinzas, satisfaz minhas sensibilidades dramáticas. Se eu agir rapidamente, talvez possa até ir conferir os avanços dos deuses de fora.

Histórico de Atualizações[editar | editar código-fonte]

O projeto do histórico de atualizações é um trabalho em andamento. Para mais informações clique aqui.
correção 17 de junho de 2013 :
  • Os jogadores agora podem armazenar o Livro dos Deuses em uma estante de livros do Projeto de Obra Habitacional. O texto apresentado foi lançado no site do RuneScape antes de 2009, ano de lançamento do site em Português do Brasil, então uma tradução oficial não existe. A tradução dele foi feita livremente.
    atualização 29 de maio de 2013 :
  • Adicionado ao jogo.

  • Curiosidades[editar | editar código-fonte]

    • O livro é atualmente o mais longo do jogo, com mais de 6.000 palavras.
    • O livro é fisicamente igual ao Livro Antigo.