Transcrição:A Voz dos Anciãos

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Volume I[editar | editar código-fonte]

Cadarn: A Grande Divisão, Parte II[editar | editar código-fonte]

Somente quando todo o exército estava sob a luz do sol de Tirannwn pudemos nos sentir a salvo dos terrores da Passagem Subterrânea.

A esta altura, o derramamento de sangue nas ruas de Prifddinas tinha terminado, e o Lorde Iorwerth estava firmemente no controle. Ele discursou para o exército do topo da muralha e ordenou que o reino de Baxtorian no oriente fosse dividido entre os oito clãs élficos, assim como era a cidade. Era óbvia a ironia: ele, governante autoproclamado da cidade, dando tal ordem, e estava claro que isso era uma fachada para sua ambição pessoal.

As muralhas de Prifddinas tinham sido construídas para resistir aos exércitos dos deuses, para que um ataque frontal falhasse certamente. Baxtorian ordenou que seu exército cercasse a cidade, mas o exército foi gradualmente debilitado por combatentes Iorwerth. Prifddinas, que era autossuficiente, não podia ser levada a passar fome, e ficou claro que o cerco só terminaria com a derrota de Baxtorian.

Os batedores de Baxtorian acabaram encontrando uma forma de um pequeno esquadrão entrar secretamente na cidade, e o rei desenvolveu um plano ousado: resgatar os anciãos de seu cárcere na cidade, levá-los para a Grande Biblioteca e fazê-los cantar a canção secreta que reverteria a cidade à forma de semente. O plano teria que ser executado em breve, pois os soldados Iorwerth logo encontrariam e bloqueariam a entrada secreta.

Na noite em que o plano seria executado, um mensageiro chegou pelo Poço da Passagem para anunciar que o reino de Baxtorian no oriente tinha sucumbido e que a Rainha Glarial - que estava governando na ausência dele - tinha desaparecido.

Baxtorian sabia que talvez não tivesse outra chance de salvar Prifddinas, então afastou os pensamentos de sua amada rainha e infiltrou-se na cidade com um esquadrão de guerreiros. Eles trabalharam secretamente por várias semanas para localizar e libertar os anciãos dos clãs, depois os reuniram na Grande Biblioteca e cantaram a Canção da Reversão. Eu assisti de longe aos pináculos de Prifddinas se encolherem cratera adentro como uma planta que definha.

Com a cidade perdida tanto para Baxtorian quanto para os Iorwerth, Baxtorian enviou os líderes dos clãs para um esconderijo e bateu em retirada com seu exército pela Passagem Subterrânea. Ele descobriu que os súditos humanos de seu reino tinham derrubado os governantes élficos e que a Rainha Glarial estava desaparecida.

É possível que um ataque decisivo contra os rebeldes humanos naquele momento os tivesse derrotado e restaurado o reino de Baxtorian. O rei, no entanto, estava preocupado demais com Glarial para pensar nisso. Ele espalhou seu exército por todos os cantos, com todos os elfos procurando pela rainha. Quando, finalmente, foi forçado a admitir que ela provavelmente estava morta, os novos reinos humanos já estavam muito bem estabelecidos, e o exército dele estava muito fraco para ameaçá-los.

Baxtorian, consumido pela tristeza, usou os poucos recursos que ainda tinha em seu antigo reino para construir um monumento a Glarial. Ele então entrou na tumba e nunca mais voltou.

Com Baxtorian longe, os elfos que sobraram ao leste das montanhas viajaram pela Passagem Subterrânea uma última vez, para construir novos lares em Tirannwn. Eles descobriram que, apesar de a cidade ter sido revertida à forma de semente, o Lorde Iorwerth e seu exército ainda tinham o controle do local. Com tanto a cidade quanto o reino do oriente perdidos para eles, os elfos não tinham escolha a não ser viver na floresta de Isafdar. Eles se estabeleceram na cidade de Lletya, escondida dos batedores do Lorde Iorwerth por caminhos tortuosos.

E assim começou "a grande divisão", em que nossa raça foi dividida entre o clã Iorwerth, dentro do campo vazio de Prifddinas, e os elfos rebeldes de Isafdar. Rezo para Seren que um dia encontremos uma forma de reunir nosso povo e reerguer nossa cidade.

Cerridwyn Cadarn

Crwys: Canção de uma Árvore Exilada[editar | editar código-fonte]

Folhas bebem o sol
Anos se passam em ritmo de paz
Ah, ser uma árvore!

Farfalhando nas folhas
Meus irmãos determinados vagam
Mais rápido do que meus cuidados

Mas há doença
Minhas raízes bebem água amarga
Envenenado é o refugo!

Uma bolota perfeita
Filha da antiga floresta
Faz crescer um carvalho mirrado

Rapidez na minha seiva
Sol que aquecia folhas cega novos olhos
Árvore anda em duas pernas

Floresta de cristal
Nós cantamos, ela cresce, mas não vive
Ou diferentemente vive

Sem solo, transplantada
Impelida mais uma vez por elfos
Ah, ser uma árvore!

Muralhas de cristal à volta
Floresta irmã doente do lado de fora
Brejo Envenenado abaixo

Lorde Crwys

Iorwerth: Uma História das Relações entre Elfos e Humanos[editar | editar código-fonte]

A maior parte da população de Prifddinas foi preservada na forma de cristal quando a cidade foi revertida. Para eles, os últimos dias do reino de Baxtorian são uma lembrança recente, e eles não sabem nada sobre a história mais recente. Os elfos que nasceram em Prifddinas na época da ocupação Iorwerth (como eu), ou como rebeldes na floresta, viveram durante os séculos que se seguiram, mas geralmente sabem muito pouco sobre eventos que aconteceram para além das montanhas. Eu, portanto, creio que seja importante escrever esta história das relações entre elfos e humanos nas últimas centenas de anos.

Muitos elfos se surpreendem com o quão prontamente os humanos tomaram o lado do clã Cadarn, herdeiros do reino de Baxtorian. Baxtorian estabeleceu seu reino através da guerra. Foi uma conquista relativamente sem sangue - os senhores da guerra humanos com suas armas de bronze sabiam que não eram páreo para as legiões com armas de cristal de Baxtorian e se renderam rapidamente - mas foi uma conquista de qualquer forma. Uma vez estabelecido, o reino de Baxtorian tinha lordes elfos comandando uma classe de humanos camponeses.

Para os humanos modernos, no entanto, o reino de Baxtorian é história que se tornou mito. É fácil para eles verem obras de arte criadas por nobres élficos e esquecerem o trabalho dos servos humanos que tornaram essas obras de arte possíveis. Eles veem a partida dos elfos de suas terras não como sua libertação, mas como o fim de uma era de ouro.

De qualquer forma, o golpe do Lorde Iorwerth em Prifddinas não foi motivado por nenhum pensamento em relação aos súditos humanos de Baxtorian. O motivo que ele deu foi que a posição de Baxtorian como rei para além das montanhas tornou o clã dele mais poderoso do que os outros, e esse poder precisava ser desafiado. Só mais tarde ficou claro que isso era apenas uma desculpa para a ambição dele.

Poucos elfos, mesmo no clã Iorwerth, sabem sobre as atrocidades cometidas nas terras dos humanos pela Guarda da Morte Iorwerth. A Guarda da Morte transformou metade de uma cidade humana em uma prisão e usou sua população como trabalho escravo durante as escavações do Templo de Luz. Não é de se espantar que alguns humanos culpem o clã Iorwerth coletivamente pelas ações do Lorde Iorwerth.

Finalmente, e por pura coincidência, a cor e o símbolo do clã Iorwerth estão associados ao mal em muitas culturas humanas. Olhamos para um crânio negro com espinhos e vemos um símbolo de força e intelecto, mas os humanos pensam em agressão e morte. Tenha isso em mente ao abordar humanos que estejam visitando a nossa cidade.

Lorde Iestin Edern Iorwerth

Trahaearn: Carta para Gruffydd[editar | editar código-fonte]

Caro Gruffydd,

Pare de reclamar. Sim, eu dei o seu hábil protótipo de exoesqueleto para o humano. Você deveria estar feliz por ele ainda existir. Eu certamente não iria devolvê-lo depois do que aconteceu.

Seu trabalho nos autômatos foi um fracasso completo. Eu ordenei que você criasse máquinas capazes de derrotar qualquer humano ou outro animal selvagem que invadisse a minha caverna. Se você tivesse seguido os meus projetos mais precisamente, era isso que eles teriam feito. Mas você se desviou dos meus projetos e produziu um trabalho inferior: apesar de os autômatos estarem em um número três vezes maior do que o humano, eles não conseguiram vencer!

Sem contar que o fato de o humano ter me encontrado levou a Prifddinas ser reerguida, e se os autômatos tivessem funcionado conforme o esperado, o Clã Trahaearn poderia estar vivendo agora sob o domínio dos Iorwerth. O fato de que o seu fracasso levou à salvação da nossa cidade não justifica tal fracasso!

Também havia evidências de trabalho de má qualidade feito por você no meu exoesqueleto de sobrevivência. Ele apresentou defeitos, me deixando impossibilitada de acordar. O problema era tão simples que até um humano poderia notá-lo e resolvê-lo. Por que então essa óbvia falha não foi vista quando você construiu a coisa da primeira vez? Novamente, se você tivesse seguido exatamente o meu projeto, não haveria falhas.

Sou forçada a me questionar se os seus "fracassos" não são apenas exemplos de incompetência, mas atos de sabotagem deliberada. Quase parece que você não quer que eu me torne a líder imortal de um exército invencível de elfos mecânicos sem alma.

Tente com mais afinco no futuro.

Lady Trahaearn

Volume II[editar | editar código-fonte]

Amlodd: O Que Eu Fiz no Plano Espiritual[editar | editar código-fonte]

Pode-se passar anos treinando a mística arte da Evocação e apenas conhecer o Plano Espiritual como o lugar de onde se originam as criaturas evocadas. Eu mesmo o imaginava como os bastidores onde os atores esperavam a deixa para sua entrada. Ah, mas como eu estava errado! O Plano Espiritual é muito mais vasto e maravilhoso do que eu poderia ter imaginado. Permita-me contar sobre o tempo que passei lá!

Eu cheguei desarmado e fui imediatamente atacado por um wolpertinger gigante furioso. Suas presas enormes me causaram cortes nos braços, mas depois de uma breve luta, eu o chutei para um desfiladeiro, onde ele desapareceu de vista.

Encontrei um córrego onde pude limpar minhas feridas e tirei a camisa para fazer ataduras. Eu então fiz uma lança e um arco com madeira local e saí em busca da fera!

Encontrei meu inimigo em um afloramento rochoso no topo de uma grande cachoeira. Ele também tinha sido ferido em nosso combate, mas sua dor só o deixou mais furioso. Minha primeira flecha o atingiu em cheio, mas não o matou e, antes que eu conseguisse lançar outra, o monstro já estava sobre mim - como um temporal de presas e garras. Eu o perfurei com minha lança e ele tombou, mas com uma rasteira de sua pata me levou junto, cachoeira abaixo. Nós continuamos a lutar, mesmo quando caímos nas águas revoltas do rio. Meu oponente estava finalmente morto, e eu me arrastei arfante para a margem.

Mas nossa luta tinha sido observada! Um bando de titãs de aço me cercava. Em meu estado de exaustão, não consegui apresentar resistência quando me levaram para sua montanha, no centro do Reino Espiritual e me deixaram perante seu rei.

O Rei Titã disse que eu deveria servir como seu animal de carga e carregar seus troféus, enquanto ele excursionava pelo reino. Mas o Lorde Amlodd não é burro de carga de ninguém! Minha força tinha retornado, então desafiei o Rei para uma luta. Foi difícil, e um elfo inferior certamente teria sido esmagado pela força de aço dele, mas no final eu fui vitorioso!

Os titãs todos comemoraram. Eu os tinha livrado da opressão nas mãos do Rei Titã! Eles me encheram de presentes e me nomearam seu novo governante.

Durante centenas de anos, eu reinei benevolentemente, excursionando pelo meu reino e conhecendo muitas criaturas estranhas e maravilhosas. Ah, quantas histórias eu poderia contar! Mas essas histórias são para outra hora.

Lorde Ieuan Amlodd

PÓS-ESCRITO: Lady Hefin afirma que o Plano Espiritual nem sempre obedece às leis normais da lógica, mas pode ser um "lugar de sonho que representa os desejos subconscientes de quem lá entra". Tal teoria é ridícula e eu escolho não acreditar nela.

Hefin: Uma Visão das Criaturas de Luz[editar | editar código-fonte]

Eu me posicionei na sacada alta da Torre das Vozes. A cidade, recém-reerguida, surgia abaixo de mim: seu esqueleto de cristal ainda descoberto, a carne viva de elfos ainda por vir. Atrás de mim, o coração de Seren se revirava, o núcleo encolhido da nossa deusa fragmentada. Fiquei pensando se Seren poderia nos amar e proteger tanto quanto antes de se despedaçar. Pensei se precisávamos de alguém partido daquela forma.

E foi então que as vi: azul no azul, luz na luz, uma claridade nas nuvens. Eu as olhava fixamente enquanto elas dançavam, sobrenaturais, mas lindas.

A criança em mim queria brincar, interagir com elas. Como teste, cantei um feixe de azul de um cristal. As luzes revoaram em volta dele: luzes azuis, no feixe azul, no céu azul. Uma delas deslizou pelo feixe e flutuou à minha frente.

Ela não era apenas luz, meu senso espiritual me dizia. Havia uma mente aqui, como um animal, emoção liberta de pensamento. Eu abri minha mente, estendi a mão para tocá-la e vi:

uma cidade de cristal, mas não como a nossa. Seus pináculos apontavam para o sol e atraíam a luz para que cada superfície brilhasse com cor. Desses feixes de arco-íris, as criaturas de luz nasciam. Elas não eram as construtoras da cidade. Os construtores eram diferentes de qualquer povo que eu já tinha visto e estavam cercados - na memória da criatura de luz - por uma aura de tristeza, como a lembrança de um ente querido há muito morto.

Os construtores da cidade arco-íris não veneravam nenhum deus. Quando os deuses entraram em guerra, suas saraivadas reduziram a cidade a pó e não deixaram sobreviventes, a não ser as criaturas de luz. Eles não tinham um deus para protegê-los.

Meu coração sofreu pelas criaturas e sua perda. Em nome da minha cidade, ofereci refúgio a elas. Prifddinas não é seu lar há muito perdido, mas é semelhante o suficiente para lhes dar algum conforto.

E dei graças a Seren por ela ter continuado conosco, mesmo fragmentada em um coração apenas metade são e uma cidade de ossos de cristal. Em um mundo onde os deuses entram em guerra, um povo fica perdido sem um deus para protegê-lo. Seren é nossa.

Lady Carys Hefin

Ithell: Uma História Arquitetônica de Prifddinas[editar | editar código-fonte]

Vendo os pináculos de cristal, é fácil acreditar que Prifddinas sempre foi uma cidade de cristal, e uma jovem aprendiz Ithell pode ficar tentada a negligenciar seus outros estudos e se concentrar apenas em cantoria de cristal. Essa certamente era a minha visão, crescendo cercada pelos prédios de madeira de Lletya e ouvindo histórias sobre a cidade de cristal, da qual o meu lar era apenas um fraco reflexo. No entanto, um exame da história de Prifddinas revela que o cristal nem sempre foi o material principal e que madeira e pedra também são dignos de estudo pelo nosso clã.

A Deusa encontrou nossa raça em um mundo de árvores, onde é provável que construíssem exclusivamente com madeira. Ela nos deu cristal, que ela produzia com o corpo dela, e nos ensinou como cantá-lo para fazer formas: cristal transparente semelhante a aço para nossas armas; cristal opaco semelhante a pedra para nossas construções. No entanto, nós não o tínhamos nas quantidades que temos agora, e madeira ainda era nosso material principal. Quando ela nos trouxe para este mundo, a cidade de Prifddinas foi construída quase totalmente de madeira com pequenas quantidades de cristal. A primeira Torre das Vozes foi entalhada em uma árvore majestosa, de forma semelhante à Grande Árvore agora habitada pelos gnomos. Quando a Guerra dos Deuses explodiu - com seus soldados ateando fogo ao mundo - Lorde Berwyn Ithell fortificou a cidade com uma grande muralha de granito, e pedra começou a gradualmente substituir madeira como nosso material de construção primário.

Somente no fim da Guerra dos Deuses foi que cristal passou a ser o principal material de Prifddinas. A Deusa se estilhaçou em uma infinidade de fragmentos, e são esses fragmentos que usamos quando cantamos cristal em forma de construções. Nossa cidade é composta do corpo da nossa Deusa fragmentada.

A primeira Prifddinas de cristal durou apenas algumas gerações élficas. Em reação ao golpe dos Iorwerth, os anciãos dos clãs reverteram a cidade de cristal à forma de semente. O clã Iorwerth ocupou o local onde ficava Prifddinas e construiu o que pretendia ser um acampamento temporário, usando madeira e lona. O plano do Lorde Iorwerth de evocar rapidamente o Senhor Sombrio falhou, e o acampamento "temporário" lá permaneceu por mais tempo do que a intenção original.

O plano do Lorde Iorwerth nunca chegou a uma conclusão, e nosso salvador humano reuniu os líderes dos clãs para reerguer a cidade da sua forma de semente. A cidade atual é quase idêntica à Prifddinas de cristal fundada depois da Guerra dos Deuses, com apenas alguns detalhes diferentes, de acordo com as nossas necessidades atuais. Se olhar em volta, você vai notar que a cidade incorpora madeira, vidro e pedra além de cristal. Esses materiais não devem ser vistos como áreas de imperfeição, mas como lembranças da rica história arquitetônica da nossa cidade.

Lady Kelyn Ithell

Meilyr: Notas sobre o Grande Elixir[editar | editar código-fonte]

Caro Kaqemeex,

Você pediu anotações sobre as ervas e poções que usei para sobreviver enquanto esperava a cidade ser reerguida. Sim, você está certo em relação a eu ter preparado uma poção para estender o meu tempo de vida. Mas esse não era o único efeito da poção - ela também alterou minha percepção de tempo e tornou a longa espera menos difícil do que teria sido de outra forma.

Creio que minhas poções não sejam de muita ajuda para você, lamento. É verdade que elfos naturalmente vivem mais do que humanos, mas há algo a mais do que isso. O tempo de vida dos elfos é maleável. A lenda diz que Seren nos prolongou - nos prolongou no tempo, quero dizer - quando ela nos encontrou em Tarddiad. Em nosso estado original, antes de Seren, os elfos provavelmente não viviam mais do que os humanos.

Na verdade, pode ser que os elfos fossem originalmente humanos, e todas as diferenças entre nós e vocês existam por causa das mudanças feitas por Seren. Talvez muitas das raças mortais - quiçá todas - tenham sido a mesma em algum momento, e as diferenças sejam apenas obra dos deuses. Provavelmente nunca saberemos.

De qualquer forma, a maioria dos elfos vive cerca de quinhentos anos, mas há vários exemplos de elfos que vivem muito mais, através de vários meios. Eu usei minhas poções. Lady Trahaearn usava seu assustador exoesqueleto. Lady Hefin se manteve jovem graças a orações e uma vida limpa (ela é tão chata - nunca consigo fazê-la experimentar nenhuma erva). Lorde Crwys não envelheceu quando era uma árvore, e Lorde Amlodd não envelheceu no reino espiritual. Lord Iorwerth (o antigo, não o jovem Iestin Edern) devia ter sua própria técnica - provavelmente fazendo magia sanguinária, devorando almas humanas ou algo igualmente desagradável.

E há também os elfos históricos que diz-se terem vivido milhares de anos. Diz-se que Baxtorian foi um dos primeiros elfos a chegarem a Guilenor. Milhares de anos depois, ele defendeu Prifddinas na Guerra dos Deuses. E outros milhares de anos depois, estabeleceu seu reino ao leste das montanhas. Muito disso é mito, e pode ser que tenham existido diferentes reis com o mesmo nome, mas pelo menos alguns desses reis provavelmente tiveram vidas excepcionalmente longas.

O que quero dizer é que há diferentes formas de fazer um elfo viver por mais tempo. Mas acho que nenhuma dessas maneiras funcionaria em humanos. Creio que um Elixir da Imortalidade para humanos seja possível, mas daria bastante trabalho.

Lady Ffion Meilyr