Transcrição de Carta assinada por "Pontifex Nabor"

De RuneScape Wiki
Ir para: navegação, pesquisa

Este pergaminho antigo devia ter milhares de anos. Aparentemente ele nunca foi lido pelo seu destinatário.
-Celia

Vossa Santidade,

Você pediu para que o mantivéssemos informado a respeito das nossas descobertas em relação ao nosso paciente especial, o Chthoniano Senecianus. Assim sendo, segue-se a transcrição de uma entrevista que conduzi pessoalmente com o paciente durante um de seus raros momentos de lucidez.
Nabor: Bom dia, Senecianus.
Senecianus: Bom dia, senhor padre.
N: Você parece estar bem hoje, Senecianus.
S: De fato estou, senhor padre.
N: Gostaria de falar um pouco com você a respeito do que aconteceu antes de você vir para cá.
S: Claro.
N: Vamos começar com essa... Rowena. O que você pode me dizer a respeito
dela?
S: Rowena era uma órfã humana desabrigada que vivia na minha paróquia. Eu a via com frequência no beco que fica atrás do meu escritório.
N: O escritório onde você trabalhava como contabilista?
S: Esse mesmo. Ao longo do tempo fui me afeiçoando pela garota. Comecei a deixar pequenas quantidades de comida para ela durante a noite e, da minha janela, via-a comer. Dei-lhe o nome de Rowena em homenagem a uma acrobata de circo que havia visto, cujos movimentos se assemelhavam muito aos dela.
N: Então Rowena não era o nome real dela?
S: Suponho que não. Suponho que os moradores de rua deem nomes a si próprios. Não pensei nisso na época. Seja como for, eu costumava comentar com os meus clientes os hábitos e peripécias dela que eu observava, e no geral eles ficavam admirados. Até que uma noite finalmente decidi ir para o beco e alimentá-la pessoalmente. Aproximei-me com cautela, mas ela não se assustou como eu esperava.
N: Você esperava que ela tivesse medo?
S: Sou centenas de vezes maior do que ela, e compreendo que os humanos achem a minha aparência assustadora.
N: Claro.
S: Ela aceitou o pão que lhe ofereci com hesitação. Passamos algum tempo em silêncio, acho que estávamos nos aproximando, mas enquanto isso algo terrível crescia dentro de mim. Uma fome que eu mantive reprimida desde que fui dispensado da legião após a invasão. Eu... eu...
N: O que você fez, Senecianus?
S: Eu a devorei! Engoli a garota de uma só vez! A última coisa de que me lembro foi que ela gritou... ela gritou...
Neste momento o paciente tentou me atacar, e teve que ser paralisado e trancado novamente em sua cela. Ele não teve mais nenhum período de lucidez depois da entrevista. Senecianus ainda é obviamente perigoso e suscetível demais para ser integrado na população. Mas, mais do que isso, eu me pergunto o que isso significa para a população Chthoniana no geral. Quantos deles mantêm essa vontade reprimida de devorar que, quando satisfeita, resulta na colisão de todas as suas barreiras mentais? Pergunto-me essas coisas em segredo, pois reconheço a grande influência política dos demônios e o enorme impacto que uma revelação dessas causaria na nossa sociedade. Atenciosamente,
Pontifex Nabor