Transcrição:Diário do Magistrado nº 1

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Morte. Sempre que eu cruzo esse limiar e me coloco frente a frente com o Submundo, fico inundado de curiosidade. Toda vez que eu entro no lobby daquilo que chamamos de Submundo, fico maravilhado com a sua solidez. Com as pedras que sinto sob os meus pés, com o ar que entra nos meus pulmões e com o frio que penetra os meus ossos e me dá arrepios.

E, mesmo assim, eu sei que não é um lugar real - não pode ser um lugar real.

Minha teoria é que o Submundo não é formado de matéria, mas de memórias de matéria, dos detritos deixados para trás pelas almas que passaram por aqui, como uma cobra que troca de pele. Isso explicaria por que o além de cada mundo parece espelhar de alguma forma os habitantes daquele mundo. Ou a expectativa desses habitantes.

No lugar de onde eu venho, o Submundo é frio e precário - um lago congelado gigantesco que leva para um templo que um dia pode ter sido um Salão de Festas, mas que agora foi transformado pelas crenças dos mortos recentes.

Mas aqui, o além reconhece os deuses que protegem e devoram os mortos. Isso é deveras intrigante.

Há momentos em que eu anseio continuar, deixar para trás essa pele de cobra que é a minha vida e ver o que aguarda a minha alma além do limite da existência física.

Mas eu não posso. Ainda tenho muito trabalho para fazer.