Transcrição de O Livro de Zamorak

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Capítulo 1: O primeiro passo[editar | editar código-fonte]

Meu nome é Moya e eu estava errada.

Eu fui levada a acreditar que eu não tinha valor, que era um fracasso, um engano. Eram as palavras de meu pai, Lucien, e era tudo o que eu conhecia.

Eu era um experimento fracassado, ele dizia - o resultado miraculoso do cruzamento entre um Mahjarrat e um humano. Não sei o que meu pai esperava de minha concepção, mas certamente não era o que eu havia me tornado.

Ironicamente, foi numa das tarefas para eu pai que eu despertei - uma viagem que ele considerava tão insignificante que me delegou. Fui incumbida da tarefa de encontrar um Mahjarrat perdido nas profundezas de Kalaboss. Enfrentei soldados, aniquilei necromantes e descobri um segredo que meu pai daria tudo para ter descoberto. Encontrei Bilrach no coração da masmorra e conversamos muito.

Deixei Kalaboss e entrei em um novo mundo, atravessando planos em uma só passada. Guilenor se derreteu ao meu redor e me encontrei em um mundo alienígena, porém maravilhoso. Era formado por fogo, em estado mutável, com incontáveis cores e formas que não tenho palavras para descrever. Um mundo de caos que desafiava as leis da natureza. Era lindo.

Foi no coração desse mundo onde encontrei meu senhor pela primeira vez. Ele não dava ordens nem solicitava. Ele simplesmente esperava, comandando sem palavras ou gestos, e sua presença era por si só uma instrução que eu não podia ignorar.

Capítulo 2: Incêndio[editar | editar código-fonte]

Ele nunca instruiu ou ensinou diretamente. Segui-lo era difícil. Ele atravessava a tumultuosa área com tanta facilidade que me exauria tentar acompanhá-lo. Ele atravessava o fogo sem fazer esforço, enquanto minha pele empolava e tostava. Em alguns momentos, eu quase desisti, mas consegui persistir; resisti. Essa foi a lição.

Aprendi que a vida não se tratava de esperar pela salvação ou de fugir à responsabilidade, me escondendo por detrás dos éditos de outrem, e sim do que eu poderia conquistar e manter. Naqueles meses, descobri que eu podia superar qualquer obstáculo que se apresentasse, e a descoberta foi arrebatadora. A cada obstáculo derrubado, eu me tornava mais forte em corpo e espírito. Ele me ensinou a aplicar essa força recém-descoberta ao mundo ao meu redor. Eu já era uma feiticeira talentosa, mas ele me ensinou mais ainda. Ele me ensinou a moldar o fogo na forma que me convinha e a evocá-lo quando precisasse de seus poderes. Através dele, aprendi que eu tinha valor; mais do que isso, eu sabia que ele acreditava que todos tinham seu valor se aprendessem a fazer o esforço necessário.

Capítulo 3: Força dos Caos[editar | editar código-fonte]

Deixamos um mundo de fogo e passamos para um novo mundo - jovem e primitivo. Ele me levou a um vale e me mostrou a recém-formada vila. Era repleta de pessoas minúsculas, todas perambulando coma formigas. Nós as observávamos por dias e notei que as mesmas pessoas percorriam os mesmos caminhos, as mesmas estradas, dia após dia, simplesmente envelhecendo enquanto executavam as mesmas tarefas.

Sem dizer uma palavra, ele se voltou para mim e gesticulou em direção à vila. À medida que ele gesticulava, o chão ia se abrindo. O fogo emanou das profundezas e consumiu os aldeões e seus lares. O fogo terminou assim que começou, deixando apenas um rastro de destruição sem sentido, razão ou propósito. Ao menos foi o que achei.

Confesso, estava chocada em toda minha ignorância. Apesar de minha criação e de meu sangue Mahjarrat, o humano dentro de mim clamava que isto não era certo; um ato de uma estúpida crueldade. Estava escandalizada, mas ele simplesmente sorriu e apontou para a vila novamente.

Assisti as pessoas quebrarem suas normas, se libertando da monotonia e da rotina. Eles formaram uma fila e passavam galões de água sobre as chamas. Líderes apareceram e começaram a difundir a ordem em meio ao caos, e os curandeiros vieram para curar os feridos. Repentinamente, suas vidas faziam sentido, eu assisti surpresa enquanto eles transformavam aquela tragédia nos pilares de uma sociedade mais forte.

Força no caos. Finalmente, eu havia entendido.

Capítulo 4: A última lição[editar | editar código-fonte]

Ele me mostrou inúmeros mundos que exibiam as mesmas características. Sem o caos, a vida estagna. As pessoas se tornam complacentes e não tentam evoluir, Conquistas são o resultado da superação de obstáculos e obstáculos só são criados através de caos e conflito; através do inesperado.

Estava tão acostumada a achar que eu não tinha valor, que também havia me tornado complacente. Era serva de meu pai e não sabia como viver de outra forma, mas meu senhor me mostrou o caminho. Sob as ordens de Lucien, eu fazia o que ele mandava; como espiã ou uma relutante boba da corte, mas não era nada além de um peão. Em Kalaboss, encontrei perigos que não esperava e um poder que me tinha sido negado. Resumindo, encontrei o caos e saí renovada. Sob a orientação de Zamorak, eu renasci.

Meu nome é Moya e eu estava errada.

Eu não sou uma serva.