Transcrição de Resenha de um crítico (artigo 4)

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Resenha de um crítico 4

Meus caros leitores, é com muito sofrimento que devo escrever esta resenha sobre a grosseria interpretada no palco nesta última semana. Sussurro do Rei é uma obra de arte interpretativa única pela qual eu aguardei desesperadamente desde que os panfletos começaram a ser distribuídos pela cidade. A peça foi escrita e dirigida por ninguém menos do que o próprio Prefectus Praetorio. Criei grandes esperanças para esta obra, e é com imensa tristeza que escrevo esta resenha.

A peça em si é única ao apresentar cada um dos atores disfarçados por uma máscara de madeira que oculta as suas características. As máscaras possuem uma aparência grotesca, cada uma delas sendo uma zombaria da criatura a qual tentam imitar. As faces humanas são deturpadas e esqueléticas, presas no sorriso ricto dos condenados. As faces dos vampiros são pouco mais do que mandíbulas imensas com presas grandes, e os demônios, bem, você pode imaginar com o que eles se parecem. Por baixo das máscaras há uma coleção de ratos de rua sujos e mal lavados. Dá a impressão de que este é um péssimo programa de assistência que usa as artes para inspirar os indesejados à civilidade.

Estes atores com rostos de madeira pelo menos são mais animados do que os ocupantes anteriores do palco, embora se movimentem com estranhos solavancos que salienta sua falta de treinamento profissional. Eles falam com um tom estranho, como se fossem marionetes em uma reunião tresloucada. Toda a apresentação se parece mais com um teatro de marionetes do que uma peça de verdade.

Porém a coisa mais esquisita é o texto. Estou acostumado com peças que oferecem significados ocultos, ou trabalham com o estado emocional do espectador. Os trabalhos de Garenius, que perguntam ao espectador o que realmente significa ser um cidadão do império. Os sonetos magníficos de Theanopha, que nos estimulam a olhar para dentro de nós e compreender as vergonhas secretas que todos mantemos escondidas. Estas peças se agarram aos nossos preconceitos e transformam os nossos próprios pensamentos em uma interpretação maravilhosa. Porém esta peça não faz nada disso. Ela fala sobre planos glaciais e portas secretas enterradas profundamente no gelo. Sobre filósofos andarilhos que caminham em silêncio pelo mundo, contemplando o que significa ser realmente esquecido. Ela faz piadas sobre ser cavoucado e ser alimentado para mandíbulas que nos transformariam em poeira e ainda nos faria agradecer por isso. Em momento algum ela fez qualquer sentido.

Então, ela terminou em uma exibição sangrenta de morte e desmembramento. Os atores apontaram suas lâminas uns para os outros e - em movimentos ágeis - empalaram-se com suas armas. Suas mortes foram a única coisa crível ao longo da peça inteira.

No fim das contas, uma grande decepção e uma a qual recomendo intensamente evitar.

2 estrelas.